Seis meses após as alterações legislativas, o impacto das novas regras não se nota nos condomínios
Desde 21 de outubro do ano passado que os alojamentos locais têm novas regras, mas serão os regulamentos municipais que Lisboa e Porto, por exemplo, estão a preparar que irão ser fulcrais para o futuro desta atividade. Essa é, pelo menos, a posição da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP).
Os dados da ALEP apontam para um crescimento moderado dos registos de novas unidades no Ia trimestre deste ano a nível nacional, mas para uma queda de 60% em Lisboa.
A associação justifica essa tendência com a antecipação de muitas aberturas devido às notícias de que certas zonas iriam ficar impedidos de ter novos alojamentos locais. Daí que a ALEP defenda moderação nestas restrições, porque o efeito pode ser contrário ao pretendido.
Já a Associação dos Inquilinos Lisbonenses considera que o impacto das novas normas é positivo, restando apenas verificar – e assegurar – se os imóveis que são retirados do alojamento local são efetivamente arrendados a preços acessíveis. A Associação Lisbonense de Proprietários critica as alterações porque afastam investidores que poderiam potenciar a reabilitação urbana.
A ALEP e a Loja do Condomínio, que representa 170 mil proprietários, concordam que o impacto da lei foi nulo nos condomínios: os poucos casos de oposição de condóminos não eram exequíveis e não há condomínios a exigir um adicional de 30% nas quotas.
in Destak
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