Tendo em conta o elevado número de crianças que habitam nos condomínios, é importante disponibilizar-lhes conhecimentos que lhes permitam a compreensão, a segurança, a integração e a boa convivência no espaço que habitam.
Assim, é essencial sensibilizar as crianças para a compreensão e aceitação das diferenças culturais, bem como dos diferentes hábitos e interesses das várias famílias  que também moram no seu prédio – o que irá despertar a solidariedade, a ajuda e o respeito para com os vizinhos.
Será, então, útil ensinar às crianças que existem regras que promovem a boa vivência entre todos – sendo algumas destas regras obrigatórias por lei e outras decididas pelos condóminos. Destas regras resultam direitos e deveres que assistem a todos os condóminos, pelo que, quando elas são explicadas aos mais novos, permitem às crianças consciencializar-se de que também elas têm um papel ativo na salvaguarda do espaço onde vivem (como, por exemplo, zelar pela limpeza e boa utilização dos espaços e equipamentos comuns, respeitar o silêncio e o descanso dos vizinhos).
Sendo a segurança um tema de grande importância, especialmente no que se refere às regras que ajudam a prevenir acidentes, é essencial ensinar as crianças a identificar situações de perigo e o que fazer caso essas situações ocorram quando não existe nenhum adulto por perto (por exemplo: não brincar com fios elétricos – mesmo que estejam à vista; afastarem-se de vidros partidos; nunca mexer em líquidos, detergentes e ferramentas que possam encontrar nas áreas comuns; para onde se devem dirigir em situação de incêndio, etc.).
Em resumo, incutir o sentido de vida em compropriedade permite que as crianças desenvolvam competências que aumentam a qualidade dos seus relacionamentos interpessoais, fazendo-as ainda sentir que o condomínio também lhes pertence e motivando a que venham a ser condóminos exemplares em adultos.
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